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RECREIO
E SOLIDARIEDADE.

Fundada por um grupo de músicos, teve sempre como actividade principal a música, proporcionando e privilegiando o ensino da mesma a todos aqueles que o desejassem.

INÍCIO, MISSÃO & HISTÓRIA.

Fundada em 08 de Outubro de 1864, a Sociedade Filarmónica Humanitária constitui uma das maiores referências na vida social e cultural do concelho de Palmela e do distrito de Setúbal. Situada no centro da Vila, é um importante palco de espectáculos e de divulgação musical desde o século XIX, desenvolvendo actividades recreativas e culturais, como a música, o canto, o teatro, a dança e também o ensino artístico especializado da música através do seu Conservatório Regional.

Fundada por um grupo de músicos, teve sempre como actividade principal a música, proporcionando e privilegiando o ensino da mesma a todos aqueles que o desejassem.

A sua fundação nasce da dissidência e ruptura da Sociedade Filarmónica Palmelense, consubstanciada em Acta de 08 de Outubro de 1864, por aqueles que reunidos em casa de Isidoro Joaquim dos Santos, criam então a Sociedade Filarmónica Independente e Humanitária. Anos mais tarde vem a perder a designação ‘Independente’, mas não os ideais de recreio e solidariedade que a caracterizam desde a sua constituição.

 

A SFH tem tido como principais objectivos a criação e dinamização de actividades e momentos culturais em prol dos seus associados, bem como disponível para toda a comunidade numa relação recíproca de interacção. Por essa razão, a colectividade apresenta hoje como actividades em pleno funcionamento a sua Banda de Música, que existe desde a fundação, o Coro, Escola de Flamenco e Sevilhanas, Escola de Ballet – RAD (Royal Academy of Dance), Escola de Música, Orquestra de Jazz, e o Conservatório Regional de Palmela, que por sua vez tem na sua estrutura tantas outras Orquestras, Ensembles e Classes de Instrumento e de Canto.

 

A Sociedade Filarmónica Humanitária, como já referido, é a entidade de gestão e tutela do Conservatório de Música (Conservatório Regional de Palmela), escola profissional do ensino artístico e especializado da música, que conta com 16 anos de existência, com cerca de 500 alunos nos Cursos de Iniciação, Básico e Supletivo de Música e, paralelamente, ministra o ensino da música nas Atividades de Enriquecimento Curricular nas Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico do Agrupamento Vertical de Escolas de Palmela, bem como as oficinas da música no âmbito das Atividades de Apoio à Família no Ensino Pré-Escolar, num total de 1200 alunos.

De destacar são também as tradições e festividades levadas a cabo ao longo do ano que têm vindo a crescer tanto em número de público e sucesso, como é o caso dos Bailes de Carnaval, das festividades dos Santos Populares, a Romaria ao Santuário de Nossa Senhora do Cabo Espichel, a Festa das Vindimas, a mais recente criação, a Palmela White Party, o Aniversário da SFH e o Réveillon.

Como reconhecimento pelo trabalho desenvolvido através dos tempos, a Sociedade foi condecorada com o título de membro honorário da "Ordem de Benemerência", tendo em 24 de Fevereiro de 1993, sido declarada instituição de utilidade pública.

A Sociedade Filarmónica Humanitária ao longo da sua já longa existência, foi abraçando e diversificando cada vez mais a sua área de acção e trabalho e, desta forma, tornou-se um ponto de encontro e união da comunidade de Palmela, criando e promovendo um elo forte entre a cultura e as pessoas, envolvendo e transmitindo a todos os que de alguma forma fazem parte do dia a dia desta instituição, o espírito de contribuição, de entreajuda, de camaradagem e de associativismo.

A SFH é hoje, como sempre tem sido, uma instituição de portas abertas onde todos são bem-vindos.

DESDE 1864 NA VANGUARDA DA CULTURA!

+ 150 ANOS DE DESAFIOS.

FUNDAÇÃO
SEDES E CORETO SFH.

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A sua longevidade e a riqueza da sua história, sugerem uma breve apreciação dos espaços em que esta sociedade se moveu ao longo dos tempos e, das actividades que desenvolveu e que vem desenvolvendo até hoje.

 

Ao longo dos tempos já teve sede junto ao actual Largo Marquês de Pombal e o primeiro Coreto, construído à entrada da vila de Palmela, na década de 1890; a segunda sede na Rua General Amílcar Mota – a Sede Antiga – caiada de rosa velho; o segundo Coreto, o que existe actualmente, no centro do Largo de São João, projectado por Salvador Augusto Camolas e inaugurado em 03 de Agosto de 1924; a esplanada ao ar livre junto ao Passo da Formiga; o próprio Largo de S. João e finalmente a Sede Nova inaugurada um século passado da fundação da Sociedade Filarmónica Humanitária, em 08 de Outubro de 1964.

Todos estes locais assistiram a concertos, teatros, variedades, actuações de conjuntos e orquestras, bailes, marchas populares, verbenas, cortejos alegóricos, largadas de touros à moda de pamplona, ginástica, canto e dança e claro, a horas incontáveis de dedicação, amor, união, companheirismo, sacrifício e muito trabalho de todos aqueles que se dedicaram ao crescimento e desenvolvimento desta grande casa.

Em 08 de Outubro de 1864, fruto de uma cisão na Sociedade Filarmónica Palmelense, existente desde 1852, é fundada a Sociedade Filarmónica "Independente" e Humanitária, momento esse que teve lugar nas casas de Isidoro Joaquim dos Santos, sito na rua Augusto Cardoso. Daí partiu-se para a primeira sede oficial, que ficava rua Almirante Reis, mas cuja ocupação durou pouco tempo, passando então a actividade da SFH para a rua General Amílcar Mota. Esta nova sede - chamada hoje de sede antiga - era sem dúvida a maior que a SFH já tinha tido e durante largos anos respondeu e acolheu toda a dinâmica das actividades e dos associados.

No entanto, depressa se enraizou a ideia de que também aquele espaço iria deixar de servir pois dificilmente comportava a quantidade de actividades da Sociedade e afluência às mesmas ou reunia condições que permitissem o seu desenvolvimento. Era preciso erguer um sonho: uma nova sede! Durante aquela década multiplicaram-se esforços e iniciativas para adquirir um terreno, projectar um edifício e construir a "Casa Nova".

A Comissão Pró-Sede, constituída para o efeito organizou pamplonas, cortejos, festas, concursos de enxadada (derrubando as oliveiras do terreno), rifas... Tudo fez para conseguir alcançar tamanho objectivo. A aceitação da decisão pelo terreno onde se encontra hoje a SFH não foi pacífica nem unânime. Como recorda Tarquínio Reis, membro da Comissão, muitos associados diziam que a escolha daquele terreno para a construção era levar a Sede "para fora da vila", "para ao pé do cemitério", uma vez que o casario da vila terminava ali, no terreno dos Fetais - hoje, não podia estar num lugar mais central!

Lançou-se a primeira pedra e as mãos à obra. A construção contou com a colaboração de entidades públicas e privadas e dos associados que ajudaram com materiais e mão-de-obra na edificação, acabamentos, limpeza do edifício e preparação para a sua inauguração. Depois era tempo de mudança e de despedidas. A "Casa Velha" recebeu o último baile no dia 27 de Setembro de 1964, tendo sido fechada simultaneamente com saudade e alegria!

Com o aproximar do 100.º Aniversário da SFH materializou-se o sonho, ergueu-se um moderno edifício, modelo a seguir por outras colectividades que pretendiam construir novas sedes. Esta era uma nova casa que dava resposta ao desenvolvimento das actividades da SFH e proporcionava espaço para o desabrochar de outras.

E é deste então neste local e nesta sede que a história da SFH, dos seus desafios e conquistas, das suas actividades e dos seus associados tem sido escrita. Saltando do dia 4 de outubro de 1964 para a actualidade desta nova sede, muito mudou a todos os níveis.

Devido à vontade nunca cessante de fazer sempre mais e melhor e alcançar a cada ano novos objectivos, o percurso traçado pelas consecutivas direcções que têm estado na liderança da instituição trouxeram-nos a um ponto que jamais fora imaginado bem como todo o investimento e dedicação que todo esse percurso exigiu.